O processo de divórcio colaborativo é homologado em juízo, mas é diferente de um processo judicial tradicional.
É método pacífico, aberto, dialogado, refletido, não litigioso, para tentar solucionar suas questões e necessidades.
O objetivo é construir uma nova situação, que seja saudável e permita o bem-estar dos filhos, dos parentes e de cada um de vocês.
O processo colaborativo será baseado em conversas, em compartilhamento de informações, na busca do reconhecimento de seus próprios interesses e necessidades, assim como na busca do reconhecimento dos interesses e necessidades do outro. Todos possuem interesses e necessidades.
Em um processo colaborativo ambas as partes focam seus esforços em compreender seus próprios interesses e suas necessidades para apresentá-las, ao outro, de forma respeitosa e refletida.
Ambas as partes permitem que o outro apresente seus interesses e suas necessidades, de modo a ambos terem oportunidade de “falar” e de “escutar”, sempre de forma respeitosa.
No divórcio colaborativo uma equipe de profissionais no campo do direito, da psicologia e das finanças poderá proporcionar apoio coordenado e orientação para ajudar você e seu cônjuge a refletirem, a se concentrarem em seus valores, a aspirarem objetivos elevados, a fazerem boas escolhas, a trabalharem de maneira construtiva, evitando embates, planejando o futuro e buscando alcançar definições profundas.
Se você leu até aqui, deu para perceber que esse método de resolução não é para todos, é um método de divórcio com respeito.
Se você está disposto(a) a dar o melhor de si, a procurar um método não litigioso, a tentar algo positivo, quem sabe a prática colaborativa seja uma boa opção para você considerar. Não há certeza, nem promessa de resultados, mas uma tentativa por algo aberto e dialogado, com a finalidade de construção de algo positivo.