
O dia é 26 de fevereiro de 2020. Quarta-feira de cinzas, a terra molhada, céu parcialmente nublado… “bonito para chover”, como dizem os nordestinos.
No exercício da advocacia é comum observar que as pessoas ao nos procurarem para tentarem resolver seus problemas, além de se queixarem muito, buscam também um certo suporte psicológico.
Quem nunca atendeu um cliente, ouviu seu desabafo, choro, reclamações e ao fim o aconselhou? Nossa profissão se estende também à de um “ouvidor”, que escuta os problemas, que interfere neles, que emite opiniões e, além de tudo, pode buscar uma resolução.
Mas qual a relação do clima de hoje com o atendimento dos clientes?
Muitas pessoas querem que em suas vidas tenha sol constante, querem vida ensolarada! Não aceitam ou não estão preparados para o mínimo de contratempos. Pensam que certos processos por que passam é castigo!
Mas observem a natureza, ela sempre demonstra que precisa ter nuvem escura para se ter vida na terra. Quando as nuvens se apresentam muito escuras é que a água cai para dar vida, não é com céu claro não!! Onde tem sol constante, não tem vida, a natureza não tem reação!
O dia pode estar cinzento para o ser humano, mas a água do céu cinzento, do escuro, do preto, é que está fazendo a Luz para quem está fazendo Luz em sua própria vida. A natureza fala com a gente repetindo o mesmo teste, mas a vida o tempo inteiro traz lição nova, a gente não se liberta porque não quer sair da zona de conforto, quer ficar grudado naquela situação “roendo osso”, com medo de se abrir para o novo, para a lição nova.
A mente traz saídas para nossa libertação de lições repetitivas na vida, nós que não compreendemos, pois, não queremos adentrar em nossa consciência dentro da escuridão.
Olha para a natureza! Só chove quando a nuvem está escura e é a água que dá permanência na vida!
Portanto, aproveite as suas tempestades, floresça, recomece! Não desfrute apenas do sol, aprecie também as chuvas.
Finalizando com a música FESTA de Luiz Gonzaga, de letra belíssima, cheia de simplicidade e alegria, que saibamos aprender com as lições deixadas pelos nossos antepassados, ainda viva em nossa memória: